Saber fazer ou fazer saber?

“Eros e Psique” – William-Adolphe Bouguereau (1889)

Por muito que se fale de sexo, nada nos ensina mais do que experimentar fazê-lo para descobrir as suas verdadeiras potencialidades. O que torna a experiência sexual única não é a descoberta dos pontos erógenos em geral, mas sim a descoberta dos nossos pontos erógenos e de quem partilha essa experiência connosco.

A pressão sobre o desempenho é algo que afeta homens e mulheres na descoberta do prazer, seja seu ou dos outros. A necessidade de corresponder a determinadas expectativas e/ou demonstrar cada vez mais conhecimento avançado sobre técnicas e táticas antes de fazer qualquer gesto, apenas contribui para uma maior pressão sobre todas as ações inerentes a um encontro íntimo orgânico e curioso.

Apesar da importância da educação sexual e da informação sobre práticas sexuais responsáveis, nem todo o conhecimento aprofundado contribui para uma expansão do universo erótico. Determinadas informações específicas podem contribuir para a criação de preconceitos sobre temas que, na verdade, não são tão limitados ou definidos.

por muito que queiramos uma resposta única para todas as perguntas, A única certeza inerente à sexualidade e ao prazer é que ambos dependem de muitos e variados fatores.

A partir desta ideia aberta, a exploração da resposta física e mental deve ser feita com uma mente livre e curiosa.

Exemplo disto é que, nas mulheres, nem sempre o clitoris é o ponto de maior prazer (pode haver hipersensibilidade que provoca dor; pode o ponto mais sensível estar localizado mais acima, mais abaixo ou mais ao lado da glande externa; pode haver maior prazer no contacto indireto do que no contacto direto; pode haver maior prazer em diferentes partes da vulva e da vagina; pode haver maior sensibilidade em outros pontos do corpo, como os mamilos, os dedos dos pés, os cabelos, etc), tal como, nos homens, nem sempre há ereção quando há excitação ou se ejacula quando se tem um orgasmo, para dar apenas dois exemplos.

É na dúvida e na procura que reside o segredo do prazer.

Não é o desempenho que importa mas sim a vontade com que desejamos partilhar o nosso prazer com alguém. Porque mesmo que se faça tudo bem à primeira, haverá sempre alguma vez em que a mesma técnica deixa de resultar porque o que era ótimo e surpreendente, passou a ser apenas a rotina espectável. E mesmo que se faça tudo mal à primeira, haverá sempre disponibilidade para novas experiências e aventuras. 🔥

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  1. Obrigado pelas palavras 🙂 Dos 7 livros em que se baseia, a primeira temporada foca-se nos primeiros dois e a…

  2. Obrigada! 🤓 Já te disse que quando for grande vou escrever assim? Receio que se venha a estragar a coisa…