Como a própria época pede, existem muitos filmes eróticos no contexto do calor do Verão. Com mais ou menos ênfase na própria estação do ano, é notória a diferença que se sente quando os corpos estão escaldados, as roupas são mínimas, os poros transpiram, a natureza explode com cores e a luz que entra pelas janelas ou banha cada cenário faz tudo vibrar com maior intensidade.
Dos inúmeros filmes que existem sobre sexo e erotismo no Verão, este é o meu top 20, à data de hoje:
20 – Palm Swings (2020)
Um filme super sexy e muito interessante sobre o universo swing. Um jovem casal muda de cidade e aventura-se no lifestyle, sem noção que este é um universo de risco e de regras. Ao serem “apadrinhados” por um casal de vizinhos mais experiente, vão sentir na pele esses dilemas e as suas consequências. Sem deixar de conseguir ser melodramático e moralista, tem alguns diálogos importantes sobre o tema.
19 – MILF (2018)
Um filme que gostaria de ter realizado, sobre três mulheres maduras que vão à procura de despertar o seu lado erótico numas férias de Verão sem regras. Divertido, bem disposto e muito sensual.
18 – L’année des méduses (1984)
Um filme belo, de verão, com muita nudez mas onde não se mostra nenhum ato sexual. O erotismo está na tensão criada entre os personagens, uma mãe e filha que se apaixonam pelo mesmo homem e criam uma rivalidade entre elas. Bem realizado mas com uma banda sonora horrível, é um filme bem provocante.
17 – Bolero (1984)
Com um argumento fraco mas com uma fotografia deslumbrante e imagens eróticas incónicas, é um clássico do erotismo dos anos 80, com a particularidade do realizador ser marido da protagonista Bo Derek, que se tornou, com este filme, uma das maiores sex symbols da época.
16 – Wild Orchid (1989)
Um dos filmes eróticos que mais marcou a década de 80, novamente com Mickey Rookie no papel de homem obssesivo e controlador (depois de “9 semanas e meia”), mas desta vez a lidar com os seus próprios medos através de uma relação com uma mulher fogosa e sexualmente desperta, ajudada por uma mulher mais velhe que a guia por experiência eróticas e exóticas no calor do Brasil em tempos de Carnaval.
15 – Lucía y el sexo (2001)
Um filme que não faz propriamente jus ao título, já que se desliga um pouco da Julia e se perde por outras narrativas. Ainda assim, um clássico do cinema erótico espanhol, muito por culpa da presença da inesquecível e sensualissima Paz Guerra.
14 – Wild Things (1998)
Um professor de uma escola de elite acusado de violar duas alunas, é envolto numa rede de mistérios que vão pôr uma pequena comunidade dos pântanos de Nova Orleães em alvoroço.
Um flme que não pára de surpreender até aos créditos finais. Com Denise Richards a dar tudo para intensificar a carga erótica, o filme vive do mistério e da tensão da narrativa, mas depois acaba por se perder num excesso de twists.
13 – Poison Ivy 3: The New Seduction (1997)
Bastava este e o primeiro episódio para esta série ser suficientemente interessante e completa. Apesar de recorrer a alguns clichés narrativos, este terceiro filme consegue dar uma continuidade coerente ao primeiro, aumentando a intensidade da tensão, do suspense e do erotismo, sobretudo pela estrondosa presença e interpretação de Jaime Presley.
12 – Mektoub, My Love: Canto Uno (2017)
Um “coming of age” sobre os pequenos nadas da sexualidade, mostrada de forma crua, mum contexto cultural misto (francês e turco), potenciado pelas paixões de verão entre jovens de classes sociais opostas.
11 – Body Heat (1981)
Um filme mediano que ganha uma extraordinária carga erótica pelo simples facto dos personagens estarem constantemente transpirados. Um thriller policial que transpira (literalmente) tensão erótica, sobretudo pela languidez física e vocal de Katheleen Turner (o William Hurt fica um pouco aquém do que o seu papel pedia). Talvez um pouco longo demais, e sem concretizar grande coisa em termos eróticos, mas o tema da narrativa e o conceito da realização são interessantes.
10 – Un été à Saint-Tropez (1983)
Um filme com menos de 60 minutos mas que podia durar para sempre. Uma ode à beleza, à feminilidade e à autodescoberta, numa história sem palavras, onde um grupo de raparigas se delicia com o calor do verão e em que cada frame é literalmente um quadro impressionista. Belíssimo.
9 – Adore (2013)
A premissa deste filme é das mais provocadoras de sempre: duas amigas, divorciadas, com um filho cada, já adultos, descobrem que sentem desejo pelos filhos uma da outra. Este tema tão delicado, é abordado neste filme de uma forma exemplar, com sensibilidade e bom gosto, pondo em causa os dilemas morais e éticos do desejo e da paixão, e de como esses conceitos têm tendência para se suprimirem uns aos outos.
8 – Che? (1972)
Uma versão muito livre e sensual da história de Alice no país das maravilhas, com Marcelo Mastroiani de rédea solta e uma história de descoberta íntima entre personagens fascinantes.
7 – Une vraie jeune fille (1976)
Um clássico do cinema erótico francês dos anos 70, realizado por Catherine Breillat e baseado no seu livro “Le soupirail”. Com cenas icónicas, uma fotografia deslumbrante, mas apesar da história ser fraca, sobre as aborrecidas férias de verão de uma adolescente na casa de campo dos pais, tem momentos memoráveis, onde a realidade se mistura com as fantasias mais eróticas, marcando a sua passagem pela puberdade.
6 – Call Me by Your Name (2017)
Um filme belíssimo, com tudo o que um bom filme sobre descoberta sexual, tensão erótica, paixões de verão e amores impossíveis tem de melhor. Com extraordinárias interpretações, magnífica realização e uma história inesquecível, este é daqueles filmes mesmo especiais, sobre um jovem em busca da sua sexualidade e do adulto que despoleta essa descoberta, a curiosidade, a decepção e a reflexão. Lindo, do princípio ao fim.
5 – Monella (1998)
Um filme super divertido e erótico, sobre uma jovem rapariga irreverente e provocadora, que desperta as fantasias dos homens da sua vila (incluindo os padres), manipula os desejos do seu namorado e até seduz o seu próprio padrasto. Tinto Brass no seu melhor.
4 – Sirens (1994)
Um fime delicioso com Hugh Grant, Sam Neil e a top model Elle Mcpherson, sobre as divergências entre a liberdade artística e o conservadorismo religioso. Leve, divertido e com uma constante tensão erótica, no cenário da região interior da Austrália, com a sua natureza selvagem e abundante, evoca a liberdade da nudez, da sensualidade e da sexualidade, contra o puritanismo de um padre britânico e da sua muito curiosa esposa.
3 – Tian bian yi duo yun (2005)
O que dizer deste filme? É a metáfora sexual mais tresloucada de sempre. É uma obra extraordinariamente criativa, bela, irreverente e inesquecível. Um drama cómico e musical, onde a realidade e a fantasia se cruzam e onde a narrativa e a estética vão trocando de importância. A escolha da melancia não é aleatória, já que é um fruto muito associado à virilidade e é também o fruto com mais água para satisfazer a sede em tempos de secura. Um filme de culto que surpreende a cada minuto e que é simplesmente inesquecível.
2 – Parthenope (2024)
Que maravilha. Que ode aos paradoxos da beleza feminina. À sua leveza e peso, à glória e tragédia, ao desejo e ao medo que provoca, e ao que revela e que esconde. Um monumento alegórico ao tema que mais tem marcado as obras de Sorrentino (a beleza, concreta e metaforica), mas também à cidade costeira de Nápoles, com uma alusão à lenda de Parthenope, a figura mitológica grega, uma sereia que tentou seduzir Ulisses (e falhou) e que, ao suicidar-se lançando-se ao mar, foi levada atè às margens da cidade que foi batizada com o seu nome (hoje Nápoles). Belíssimo.
1 – Emmanuelle 2: The Joys of a Woman (1975)
Na minha opinião, o filme erótico mais bem feito se sempre. Perfeito a.todos os níveis: realização, interpretação, fotografia, temas abordados, a atenção ao detalhe, os diálogos, os silêncios, as cenas de sexo, a sensualidade, tudo se alinhou para que esta obra-prima do cinema erótico se tornasse inesquecível (a cena da massagem…). Passado desta vez em Hong Kong, depois do primeiro na Tailândia, este ambiente exótico oriental combina ainda melhor com a delicadeza e subtileza deste filme, sobre um novo capítulo na vida da jornalista Emmanuelle, na sua curiosa busca pelos prazeres do sexo e da vida, das relações abertas e da libertinagem, sempre questionando-se a si mesma e ao mundo. 🔥
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