
Apesar de muita gente ainda considerar o Halloween uma importação americana, a verdade é que é uma celebração europeia, exportada para a América. E sempre teve uma conotação erótica.
Acredita-se que esta celebração teve origem há mais de 2000 anos, em diversas celebrações pagãs, mas sobretudo no festival Samhain dos povos celtas das ilhas britânicas (e que também povoaram a península ibérica), celebrado a 1 de Novembro. Esta data marcava o final da época das colheitas e o início do Inverno, um período onde se acreditava que a natureza “morria” devido ao frio e às noites mais longas, o que explica a sua associação aos espíritos dos mortos, ao oculto e ao sobrenatural.
Depois da conquista romana e da cristianização da Europa, o nome moderno da véspera deste dia (31 de Outubro), que data de cerca de 1745, é uma contração de “All Hallows Eve” (Véspera do Dia de Todos-os-Santos), introduzido pela Igreja e que se propagou pela América .
Na sua origem, os rituais do Samhain incluíam acender grandes fogueiras (como ainda hoje se faz no Magusto em Portugal, uma festa herdeira desta tradição), realizavam-se sacrifícios e vestiam-se peles e cabeças de animais, numa tentativa de, com essas máscaras (que origina o uso de máscaras de Halloween), confundir e afastar os espíritos dos mortos, que se acreditava regressarem a este mundo nessa noite para possuir pessoas e matar colheitas e animais.
A confrontação da morte através do exaltação da vida
Mas o que está na origem do seu lado erótico, é que o Samhain era igualmente uma celebração profunda da vida e da fertilidade. A compreensão da fronteira ténue entre a vida e a morte permitia também esbater as normas sociais e sexuais. Rituais de fertilidade eram realizados em grupo à volta das fogueiras, descritos como “atos de vida”, com práticas sagradas de exaltação coletiva de vitalidade e prazer, em honra de deuses e deusas que protegiam os amantes e prosperavam as comunidades.
O Samhain era um momento de grande libertação sexual e espiritual. Esta celebração incluía também frequentemente a troca de papéis e roupas entre homens e mulheres, manifestando a liberdade e o caos inerentes à transição do ano.
Assim, esta celebração ancestral não era apenas uma noite para enfrentar medos e incertezas, mas era profundamente sensual e erótica, honrando o ciclo completo da vida através da morte, da transcendência e da promessa de renascimento do ano seguinte. 🔥
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